Mutirão em SP faz exames de DNA para reconhecimento de paternidade

interrogacao paternidadeJN – Edição do dia 14/09/2013

Em todo o estado, quase 700 mil pessoas não têm o nome do pai no documento de identidade.

Em São Paulo, a Justiça fez, neste sábado (14), um mutirão de exames de DNA para que pais reconheçam seus filhos na certidão de nascimento.

A cena é a mais comum: a mãe e o filho caminham sozinhos pelas ruas da cidade. Onde está o pai?

“Foi para Aparecida de Goiânia” e “Ele disse que está para vir” são algumas das respostas.

No estado de São Paulo, quase 700 mil pessoas não têm o nome do pai no documento de identidade. Só no bairro de Itaquera, na Zona Leste da cidade, são mais de 10 mil. Elas foram hoje a um mutirão da paternidade.

“Basicamente é uma questão de cidadania, mas também envolve outras situações: situação econômica, situação social, a questão da vergonha a que a criança é exposta por não ter o nome do pai”, comenta a superintendente do Instituto de Medicina Social, Márcia Facci.

Foram homens que querem fazer o teste de DNA para ter a prova da paternidade.

“Decidi tirar a dúvida e ficar mais consciente do que eu fiz e também tirar o peso de saber se ela é minha ou não é”, explica o ajudante geral Victor Leoni Barbosa.

Foram as mulheres que lutam para que o pai dos filhos delas assumam a responsabilidade.

A doméstica Eliane Ferreira da Silva conta que teve cinco filhos com o mesmo homem. Perguntada se ele não reconheceu nenhum dos filhos, ela responde: “Não. Dizia que o filho não é dele”.

Ter o nome do pai bem perto do nome do filho é o que toda aquela gente quer. Para as crianças, é uma forma de deixar completa a história da vida delas. Alguns meninos sabem que o nome é a única coisa que poderão ter do pai.

Um menino tem 8 anos. Quando o pai morreu, tinha 4. Hoje foi a avó paterna quem foi fazer o teste de DNA. Apesar da pouca convivência, o pai deixou marcas inesquecíveis.

Ele explica por que quer ter o nome do pai no registro: “Porque eu gosto muito dele. Ele brincava comigo de um monte de coisa”.

Fonte: Jornal Nacional

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